A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE

OBS: Este texto foi publicado no Jornal castelo forte 10º edição.
Conclui que publicando por textos aqui e não a edição inteira num único post a leitura ficaria mais prazeirosa e fácil de se acompanhar.

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE

Aprendi no início da minha conversão a Cristo (processo que continua até hoje) que a Bíblia tem papel central para quem quer viver uma vida pela Fé em Cristo. 

Recordo-me de quando em minha casa, longe de qualquer templo com músicas sugestivas e emotivas, longe de qualquer apelo de pregadores me convocando aceitar a um “deus” que quer me tornar rico, amado por todos, dono de empresa, conquistador e cheio de sucessos desde que eu plantasse sementes, fizesse votos ou sacrifícios para agradar a “deus” e assim conseguisse conquistar o “favor” dele.

Longe de tudo isto, eu e uma bíblia (versão católica, aquela com 73 livros e não os 66) a foleava em busca de respostas a um anseio comum a todos os seres humanos. --Qual o objetivo da minha vida? Vivia a me perguntar, levei alguns anos pensando nisso.
             
Deixe-me voltar alguns anos antes deste momento. Eu tinha por volta dos meus 15 anos e entre estudos, namoradas, longas noites ao som de rock n’roll em companhia de muitas amizades (incluo aqui os amigos de bar, de shows, de carnavais) eu sempre me perguntava qual o sentido da vida.

Será que a vida era simplesmente nascer crescer e morrer ao final e tudo se acabava? E neste “crescer” no qual se gasta muitos anos estudando para se conseguir um bom emprego e então encontrar uma pessoa e se casar; depois viriam filhos para os quais se ajuntaria uma herança para então na velhice quando eu morresse deixasse para eles e tudo se encerrava ai.

Lembro-me nitidamente de uma noite, já com 17 anos, na qual após a aula fui para um bar com os amigos  e bebo durante horas, na turma eu era aquele que sempre carregava os mais bêbados, separava os que ficavam mais exaltados ou que fazia companhia aos que adormeciam de tanto se embriagar.  Eu tinha por hábito não chegar em casa embriagado por considerar que meus pais não tinham que agüentar nenhum filho bêbado e assim eu os pouparia de desgostos. Nesta noite que já amanhecia e eu cheguei em casa e da varanda vendo o sol nascer por detrás das montanhas; então eu repetia a fatídica pergunta. Será que existe algum sentido maior na vida do que tudo isso que eu vivia?

Como católico não praticante que vez ou outra freqüentava centro de macumba (uma das facções do espiritismo), confesso que não ligava muito pra nada disso, freqüentava igreja ou centros porque meus pais me conduziam a isso enquanto criança. Como jovem já não me importava nada disso, mas eu vivia em busca de uma resposta que me pudesse apontar um sentido para a vida, algo pelo que se pudesse viver e morrer. Algo que indicasse uma direção e um objetivo maiores do que nascer e morrer e no intervalo disto fazer um monte de coisas que no fim não representavam nada.
            
Não culpo meus pais, nem a igreja católica, nem a ninguém por não terem me dado as respostas, ou ao menos da forma correta. Meus pais fizeram o melhor por mim e hoje sei que fizeram foi mais do que os pais deles tinham feito por eles. Só tenho a agradecer, pois ainda que meus pais não me tivessem apresentado Deus em pessoa, ao menos me ensinaram da existência do Criador de todas as coisas.
            De volta ao pôr do sol... Eu então naquela varanda tomei a seguinte resolução. “Se existe um Criador e Ele é Deus, vou perguntar a Ele qual o sentido e a razão da minha vida. E até onde sei a Bíblia é onde deve estar estas respostas”. Daquela manhã em diante comecei a ler a bíblia e quase 1 ano depois daquela madrugada encontrei uma resposta:
            
 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; a fim de tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.”   
            João 15:16-17

Uma pessoa pode ler a bíblia e nada acontecer no seu íntimo se Deus não quiser se revelar a aquela pessoa.  Mas, no momento que Deus se encontra contigo Aquela Palavra se torna viva, colorida, saltitante, com significado e tão certeira quanto uma arma com mira laser apontada ao seu coração e acreditem, Deus é bom de mira. A Palavra de Deus escrita na bíblia se torna o próprio Deus falando contigo de modo claro e inquestionável. Enfim a resposta a minha pergunta. Agora eu tinha um objetivo, um sentido, algo pelo viver e morrer.
            
 Desde então decidi que se minha vida foi criada para tal objetivo não cabia a mim recusa-lo. Já ciente de que eu era um pecador, não merecedor do Amor de Deus, mas que por Sua Graça em Cristo Jesus eu havia recebido a oportunidade de ser um Filho de Deus.  Ser um Filho? Eu? Por que Deus iria ter alguém como eu como Filho? Mas assim é o Amor de Deus que como Verdadeiro Pastor vai atrás das ovelhas que estão fora do seu rebanho.
             
Ainda hoje, não consigo entender tamanho Amor por mim (assim como pela humanidade), ele é maior que minha capacidade de compreensão e o que me falta em argumentos me sobram de lágrimas de alegria e gratidão. Sei que Sou um Filho amado por Deus e que viver praticando este Amor e conduzindo outros a encontrarem em Deus um Pai é o objetivo pelo qual vivo.
            
 Não se esqueça de quando Deus lhe encontrou e não se afaste Dele, porém se tiver se afastado volte, o Amor de Deus é grande o suficiente para lhe acolher e ainda é tempo para isto. A PRIMEIRA VEZ QUE EXPERIMENTEI GRAÇA NUNCA MAIS PUDE ME ESQUECER...

terça-feira, 10 de maio de 2011 às 12:39

1 Comment to "A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE"

lINDA REFLEXAO!

ME VI NESTE TEXTO, COMO SE FOSSE EU QUE ESCREVI, ENCAIXA EM ALGUNS MESMOS SENTIMENTOS QUE NOS LEVA A BUSCAR RESPOSTAS PARA O SENTINDO DA VIDA.

OTIMO... A GRAÇA E PAZ AMADO NICODEMOS

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