Escola Bíblica Quadrangular – Classe Jovens – 20/02/2011
Disciplina: Educação Cristã / Livro: Atos dos Apóstolos
Lição 1 - PARTE 1
Tema: Os sinais do tempo e os olhos do cristão
Texto referência: At 1:9-11; Mt 16:1-3; Mt 24:3-14.
Um pouco do livro de Atos...
O livro de Atos relata a história de uma parte do trabalho de alguns dos apóstolos durante mais de 30 anos depois da ressurreição de Jesus Cristo. Neste livro, aprendemos como o evangelho foi espalhado no mundo. Homens e mulheres que foram convencidos do fato que Jesus morreu e ressuscitou para nos salvar do pecado foram para toda parte do mundo para divulgar estas boas notícias. Estudando este livro podemos entender muito sobre como o homem recebe a salvação, e como os salvos adoram a Deus e edificam um ao outro em comunidades locais conhecidas como igrejas. Aqui, pelas palavras e pelos exemplos dos cristãos primitivos, aprendemos como agradar ao Senhor hoje em dia. Apesar de quase 2.000 anos de modificações e tradições inventadas pelo homem, nós podemos voltar ao plano original que Deus revelou aos discípulos do primeiro século. Podemos ser simplesmente cristãos! (Dennis Alan)
O que são sinais?
Sinais são marcas, símbolos, indícios, acontecimentos, aquilo que serve de advertência ou que possibilitar conhecer, reconhecer ou prever alguma coisa. O ser humano desde do início de sua história se utiliza da capacidade de criar sinais para transmitir informações (como placas de trânsito) e também perceber as condições do tempo (como nuvens indicando chuva, estações da lua) para plantio e colheitas.
Em se tratando da Bíblia os sinais que podem nos revelar cumprimentos ou a aproximação do tempo de profecias divinas dentre as quais uma das mais importantes, A volta de Cristo. Também é comum buscar-se sinais de que Deus seja favorável ou não a algum projeto pessoal ou decisão que precise ser tomada. Outra atitude comum é associar tragédias, doenças, pobreza como “sinal” de castigo divino, pecado, tais associações foram muito difundidas pela corrente teológica do triunfalismo e teologia da prosperidade (seus pregadores afirmam que uma vez que se é salvo e filho de Deus então o sucesso, o acumulo de riquezas, e ausência de doenças e infortúnios é sinal da benção divina).
O modo como olhamos o mundo ao nosso redor pode nos permitir que nos preparemos para o futuro, mas concepções distorcidas podem causar julgamentos errados, acusações, preconceitos e rótulos sobre povos inteiros.
Terremotos como os que ocorreram no Haiti (2010) são apontados por alguns pregadores e teólogos como castigo divino devido a praticas pagãs como o Vodu (de origem africana e difundida pelos escravos trazidos para as Américas). Mas desconsideram que o terremoto que derrubou e matou cerca de 230 mil pessoas derrubaram igrejas cristãs e mataram cristãos.
O Tsunami que em 2004 matou na Ásia e Indonésia mais de 220 mil pessoas, regiões de predominância de religiões como islamismo, budismo e hinduísmo, também teriam sido alvos da “ira de Deus”. Tais pregadores de uma ira e juízo divino desconsideram que tais regiões se encontram em regiões repletas de vulcões, vulcões marinhos, atividades de placas tectônicas.
Devemos por isso examinar as Escrituras e entender o que é sinal divino, cumprimento de profecias e distinguir de fanatismo religioso cristão advindo da propagação de ensinos que contradizem as sagradas escrituras.
Conclusão: Conhecer as Sagradas Escrituras (Mt 22:29; Jo 8:32) é o caminho mais seguro para se evitar interpretações errôneas que mais afastam as pessoas de Deus. Seja por serem negligenciadas e não receberem a pregação do evangelho; Seja por tais interpretações serem causas de preconceitos e estigmatizar grupos de pessoas ou povos inteiros. Além de tornar o “caminho apertado” cheio de pedras de tropeço e a “porta estreita” (Mt 7:14) fechada com cadeados humanos que causam escândalo aos pequeninos (Mt 18:8) e ao invés de gerar discípulos (Mt 28:20), produzem prosélitos (convertidos) de religiões e não os conduz a Deus (Mt 23:15).
Como o título deste texto já diz esta é uma retrospectiva tardia, não porque eu tenha demorado a fazê-la, mas sim por só agora ter a convicção de que o ano de 2010 acabou.
O ano que a pouco findou foi marcado pela decisão de defender a pregação e a prática do Evangelho que seja verdadeiramente as BOAS NOVAS de transformação e mudança de uma vida. Um Evangelho que não se conforme com este mundo e nem se adapte a ele (não entendam errado, não me refiro a usos, costumes ou tradições, nem tampouco do uso de tecnologia como ferramentas auxiliares na propagação do Evangelho), Um Evangelho que anuncie o Reino de Deus que não é deste mundo e que tenha em Cristo Jesus Rei dos reis e Senhor dos senhores, servindo a Deus e ao modo de Deus.
Não sou presunçoso e nem arrogante para dizer que fui perfeito em tudo o que pretendi fazer em nome de JESUS.
Não sou orgulhoso sequer para dizer que fiz muita coisa pelo Reino de Deus. Fiz pouco mesmo... alguém próximo de mim ou que leia meus textos aqui no blog ou no jornal impresso talvez possam até afirmar que eu fiz algo a grande maioria da igreja moderna não faz se omitindo e propagando erros e pecados.
Agradeço pelas manifestações de apoio e reconhecimento de várias pessoas, contudo, definitivamente fiz pouco mesmo; o padrão que tenho para comigo é o de meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. E se João Batista afirmava não ser digno de lhe desatar-lhe (Jesus) as correias das sandálias (Mc 1:7), eu posso afirmar que se não fosse pela Graça de Deus que me alcançou eu não seria digno nem de ser "servo", quanto mais ainda ter recebido o poder para ser Filho de Deus (Jo 1:12).
Poderia eu ainda falar mais da minha insignificância (nada de problemas de auto-estima, sei do valor que foi pago por minha vida, preço de sangue) se comparado a Glória Daquele que me tirou das Trevas e me transportou para o Reino do Filho do seu Amor (Cl 1:13).
Ainda assim, com minha pequena fé, ousei crer que uma simples pessoa como eu pudesse causar algum impacto, influenciar e transmitir mais do Evangelho a outras pessoas. Resistindo a estruturas religiosas tradicionais que por vezes introduzem doses de fermento ao invés de servir a todos com o excelente Pão da Vida (Jo 6:35).
Afirmo que pregar o Evangelho dentro do templo ou de uma comunidade religiosa pode ser por vezes tão difícil de se fazer ou ainda mais do que pregar a pessoas de fora do ambiente religioso evangélico (para quem ainda não se deu conta, o meio evangélico é tão religioso quanto as outras religiões que tanto fazem questão de criticar e desqualificar. o que muda são as liturgias, os objetos de idolatria, enquanto os pecados, auto-justificações tem os mesmos princípios malignos...).
É destes esforços e trabalhos que tive dentro da igreja evangélica onde congrego é que quero narrar brevemente.
Que fique bem claro não ser minha intenção lançar descrédito sobre as igrejas, pastores, lideres ou membros de qualquer igreja. Pelo contrário, acredito firmemente que congregar em uma igreja, reunir-se com outros irmãos na prática diária da fé, submeter-se a verdadeiros pastores e autoridades que apresentem caráter semelhante ao de Cristo é indispensável ao crescimento e maturidade cristã.
Expôr erros e falhas, repreender e corrigir, são de grande valor quando se é feito tendo como finalidade o Amor ao modo de Deus. Agir não para vingar-se ou destruir ninguém, mas visando a mudança de atitudes seguida de frutos dignos de arrpendimento.
Não tenho nenhum desejo em ser um pastor (não nos moldes religiosos e submissos mais a homens que a Deus) com títulos e cadeiras sobre o "altar", amantes de seus salários (prebendas).
Não tenho nenhum interesse em abrir ou criar alguma igreja (para quem Deus os chamou a fazê-lo não poderia eu falar contra isso), pois considero que cerca 33.000 denominações cristãs é um número mais que suficiente de denominações, creio que agora basta nos dedicarmos a fazer que estas instituições de fato e verdadeiramente preguem e ensinem a Verdade acerca de Cristo Jesus e teremos trabalho suficiente até a volta de Cristo.
Não pretendo que alguém deixe de congregar e nem tampouco que alguém perca as esperanças de que as igrejas possam sim ser Cristocêntricas e fundamentadas firmemente na Bíblia sem o fermento dos fariseus modernos.
Fiquei ausente de escrever no blog durante dois meses, mas não fiquei sem pensar em assuntos importantes e principalmente me preparar para continuar o trabalho ja iniciado e melhorá-lo.
Dediquei-me a outras árduas tarefas como aprender a pintar, trocar encanamentos, instalação elétrica, telhado (como tive medo de altura e nem sabia) e "toneladas" de entulho que tive de carregar com a ajuda de pessoas amigas.
Continuo a disposição para ler quaisquer opiniões que me forem encaminhadas, favoráveis ou não, seja pelos meios eletrônicos ou pessoalmente. De maneira que prossiguirei naquilo que Deus tem proposto em meu coração mediante as Escrituras Sagradas.
"E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido." (Gálatas 6:9)
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12:26
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Prefácio da Edição: Esta edição foi publicada e distribuída no dia 19/12/2010 para os membros e frequentadores da igreja local. Como percebem eu só postei ela aqui no dia 27/12/2010 pois esperava alguma atitude da parte dos envolvidos e citados que pudesse evidenciar a natureza divina da nova criação em Cristo; de modo que eu pudesse aqui escrever que ouve arrependimento pelos erros que eles cometeram e que atitudes para corrigir as arbitrariedades destes "pastores" fossem tomadas.
Infelizmente, isto não ocorreu. Eles adotaram a prática de uma forma sofisticada do ódio que é o desprezo. Esperavam eles que minha fé se esfriasse e que minha voz fosse abafada por sentimentos de rancor e amargura de tal maneira que eu abandonasse a congregação ou quem sabe até cometesse algum pecado de que pudessem me acusar publicamente.
Graças a Deus não conseguiram... não esfriaram minha fé, mas me fizeram ver minha fraqueza como homem e a força que Deus supre quem decide seguir pelo caminho estreito e apertado. No meu coração não há nenhum sentimento de rancor e amargura, pelo contrário, tenho compaixão pelas vidas destes que males me causaram, pois enveredaram por caminhos de perdição. O desprezo e a hipocrisia com a qual agiram comigo abriu meus olhos ainda mais para perceber que muitos que são exaltados diantes dos homens serão humilhados por causa de sua soberba e muitos que hoje são desprezados dos homens são muito amados por Deus.
Este é o contexto em que foi publicada esta edição. A igreja local já observa atenta a todos estes fatos por mim denunciados por meio do jornal impresso e do blog. Meu intuito não é de ficar a utilizar o jornal como arma de ataque a pessoas e sim de defesa da fé em Cristo e em Sua Palavra como verdade absoluta e incontestável. Tenho buscado estimular duas práticas importantes e vitais para a saúde espiritual da igreja.
Evangelismo pessoal e o estudo das Escrituras Sagradas
Editorial e opinião
8 meses se passaram desde a primeira edição deste jornal, humilde em seu formato e ousado no conteúdo. Alguns se opuseram a estas publicações, principalmente aqueles cujos erros ficaram evidenciados mediante exposição de fatos e simples exame das Escrituras Sagradas.
Outros foram contra e se recusaram a ler e a pensar acerca dos temas propostos, ou seja, foram doutrinados a “obediência cega”. Uma vez que Deus nos fez com capacidade para raciocinar e decidir desde questões cotidianas até questões de moral e ética.
Porém o número de leitores que conferiram se o que era dito estava de acordo com o que está escrito na Palavra de Deus (At 17:10-11) foi muito superior, fato este comprovado pelas diversas manifestações de apoio que tenho recebido pessoalmente e via e-mail.
Agradeço pelas orações e palavras de incentivo dos irmãos, estas manifestações de amor e fé em Cristo Jesus, no que diz respeito às oposições e perseguições que sofri ao longo de meses unicamente por zelar pelo ensino da Verdade.
Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
Mt 5:18-20
Tentei resolver várias vezes evitar a exposição públicas dos erros, por acreditar que o arrependimento pudesse ter frutificado nos corações destes líderes sedentos de poder, que para manterem-se inatingíveis em seus tronos humanos não mediram esforços e tentativas de me calar. Segui ao que está escrito:
Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
Mt 18:15-17
Não poucas vezes estive em reuniões a portas fechadas com estes tais e fui sempre rejeitado em meus argumentos. Agressões verbais em pleno culto, a ponto de sacudirem um de meus jornais e “convidarem” o autor a sair da comunhão da igreja. Desprezo em particular e dissimulação em público. A ponto de quase já ter apanhado a socos de um pastor, o qual nenhuma repreensão recebeu e ainda foi endossada sua atitude.
Fato este fato exposto em assembleia de membros (10/07/10), na qual tentaram ocultar sob o pretexto de uma reunião com o conselho diretor local da igreja local, para discutimos acerca destas e de outras arbitrariedades das quais tenho sido alvo. Porém se recusam a cumprir o que foi da parte deles prometido: 5 meses se passaram, nem um simples pedido de desculpas e nada desta reunião. Enquanto evitavam tal reunião chegaram a tentar me proibir de exercer o ensino da Palavra na EBQ, impedir minhas atividades no departamento de missões e não duvido que tenham tentado me impedir das atividades no ministério de casais, no qual eu e minha esposa ministramos o curso de casais.
Sinto-me honrado de poder servir aos irmãos nesta igreja, não me envergonho de me sujeitar a ser perseguido por defender a pregação de um Evangelho de boas novas. Nunca tiveram do que me acusar meus líderes, de modo que tais pastores não conseguiram apresentar fatos que me impeçam de servir nesta igreja.
Esperei que cumprissem com a palavra deles, mas como ainda assim tentaram manobrar para não cumprir o que foi dito na assembleia de membros e não conseguiram, então adiaram para 9/1/11 a assembleia que tradicionalmente é feita em dezembro. Agora deixo a todos que examinem minha causa e concluam por meio dos frutos, que tipo de árvores cada um dos envolvidos é, e quais as intenções de cada um ao longo destes acontecimentos e ver se o que é pregado é praticado.
Dwight Lyman Moody – Célebre ganhador de almas e o ensino da Palavra de Deus
E proponho um plano de leitura anual da Bíblia.
Dwight Lyman Moody
Célebre ganhador de almas e o ensino da Palavra de Deus
(1837-1899)
Extraído e adaptado do livro: Heróis da Fé – Orlando Boyer
Um total de quinhentas mil preciosas almas ganhas para Cristo, é o cálculo da colheita que Deus fez por intermédio de seu humilde servo, Dwight Lyman Moody. R. A. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, com razão, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas.
A família humilde
Moody não era grande em si mesmo ou teve mais oportunidades que os demais. Filho de lavradores, vivia no vale do Connecticut, nos Estados Unidos. Dwight nasceu a 5 de fevereiro de 1837, de pais pobres, o sexto entre nove filhos. Quando era ainda pequeno, seu pai faleceu e os credores tomaram conta do que ficou, deixando a família destituída de tudo, até da lenha para aquecer a casa em tempo de intenso frio
Poucos meses depois da morte de seu marido,a mãe de Moody nasceram-lhe gêmeos e o filho mais velho tinha apenas doze anos. O conselho de todos os parentes foi que ela entregasse os filhos para outros criarem. Mas com invencível coragem e santa dedicação a seus filhos, ela conseguiu filhos no próprio lar. Guarda-se ainda, como tesouro precioso, sua Bíblia com as palavras de Jeremias 49.11 sublinhadas: "Deixa os teus órfãos, eu os conservarei em vida; e confiem em mim tuas viúvas."
Assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde quando ela faleceu com a idade de noventa anos: -"Se posso conter-me, quero dizer algumas palavras. É grande honra ser filho de uma mãe como ela. Já viajei muito, mas nunca encontrei alguém como ela. Ligava a si seus filhos de tal maneira que representava um grande sacrifício para qualquer deles afastar-se do lar. Durante o primeiro ano depois que meu pai faleceu, ela adormecia todas as noites chorando. Contudo, estava sempre alegre e animada na presença dos filhos. As saudades serviam para chegá-la mais perto de Deus. Muitas vezes eu me acordava e ela estava orando, às vezes, chorando. Não posso expressar a metade do que desejo dizer. Aquele rosto, como é querido! Durante cinquenta anos não senti gozo maior do que o gozo de voltar a casa.. Senti-me tão feliz esta vez por chegar a tempo de ela ainda me reconhecer! Perguntei-lhe: -'Mãe, me conhece?' Ela respondeu: - 'Ora, se eu te conheço!' Aqui está a sua Bíblia, assim gasta, porque é a Bíblia do lar; tudo que ela tinha de bom veio deste livro e foi dele que nos ensinou. Se minha mãe foi uma bênção para o mundo é porque bebia desta fonte. A luz da viúva brilhou do outeiro durante cinquenta anos. Que Deus a abençoe, mãe; ainda a amamos! Adeus, por um pouco, mãe!"
Ao contemplar o êxito de Dwight L. Moody, somos constrangidos a acrescentar: - Quem pode calcular as possibilidades de um filho criado num lar onde os pais amam sinceramente ao Pai celestial a ponto de chamar diariamente todos os filhos para escutarem a sua voz na leitura da Bíblia e reverentemente clamarem a Ele em oração? Todos os filhos da viúva Moody assistiam aos cultos nos domingos; levavam merenda para passar o dia inteiro na igreja. Tinham de ouvir dois prolongados sermões e, no intervalo, assistir à Escola Dominical. Dwight, depois de trabalhar a semana inteira, achava que sua mãe exigia demais obrigando-o a assistir aos sermões, os quais não compreendia. Mas, por fim, chegou a ser agradecido a essa boa mãe pela dedicação nesse sentido.
O encontro com Cristo na sapataria
Com a idade de dezessete anos, Moody saiu de casa para trabalhar na cidade de Boston, onde achou emprego na sapataria de um seu tio. Continuou a assistir aos cultos, mas ainda não era salvo.
Notai bem, os que vos dedicais à obra de ganhar almas: não foi num culto que Dwight Moody foi levado ao Salvador. Seu professor da Escola Dominical, Eduardo Kimball, conta:
"Resolvi falar-lhe acerca de Cristo e de sua alma. Vacilei um pouco em entrar na sapataria, não queria embaraçar o moço durante as horas de serviço. Por fim, entrei, resolvido a falar sem mais demora. Achei Moody nos fundos da loja, embrulhando calçados. Aproximei-me logo dele e, colocando a mão sobre seu ombro, fiz o que depois parecia-me um apelo fraco, um convite para aceitar a Cristo. Não me lembro do que eu disse, nem mesmo Moody podia lembrar-se alguns anos depois. Simplesmente falei do amor de Cristo para com ele, e o amor que Cristo esperava dele, de volta. Parecia-me que o moço estava pronto para receber a luz que o iluminou naquele momento e, lá nos fundos da sapataria, entregou-se a Cristo."
Quantas vezes depois, o senhor Kimball dava graças a Deus por não ter sido desobediente à visão celestial; qual teria sido o resultado se não tivesse falado ao moço naquela manhã na sapataria?!Era costume das igrejas daquela época, alugarem os assentos. Moody, logo depois da sua conversão, transbordando de amor para com seu Salvador, pagou aluguel de um banco, percorrendo as ruas, hotéis e casas de pensão solicitando homens e meninos para enchê-lo em todos os cultos. Depois alugou mais um, depois outro, até conseguir encher quatro bancos, todos os Domingos.
A Escola Bíblica e amor pelos perdidos
Não era suficiente para satisfazer o amor que sentia para com os perdidos. Certo domingo visitou uma Escola Dominical em outra rua. Pediu permissão para ensinar também, uma classe. O dirigente respondeu: "Há doze professores e dezesseis alunos, porém o senhor pode ensinar todos os alunos que conseguir trazer à escola." Foi grande a surpresa de todos quando Moody, no domingo seguinte, entrou com dezoito meninos da rua, sem chapéu, descalços e de roupa suja e esfarrapada, mas, como ele disse: "Todos com uma alma para ser salva." Continuou a levar cada vez mais alunos à Escola até que, alguns domingos depois, no prédio não cabiam mais; então resolveu abrir outra escola em outra parte da cidade. Moody não ensinava, mas arranjava professores, providenciava o pagamento do aluguel e de outras despesas. Em poucos meses essa Escola veio a ser a maior da cidade de Chicago. Não julgando conveniente pagar outros para trabalhar no Domingo, Moody, cedo, pela manhã, tirava as pipas de cerveja (outros ocupavam o prédio durante a semana), varria e preparava tudo para o funcionamento da escola. Depois, então, saía para convidar alunos. Às duas horas, quando voltava de fazer os convites, achava o prédio repleto de alunos.
Depois de findar a escola, ele visitava os ausentes e convidava todos para ouvirem a pregação, à noite. No apelo, após o sermão, todos os interessados eram convidados a ficar para um culto especial, no qual tratavam individualmente com todos. Moody também participava nessa colheita de almas.
Antes de findar o ano, 600 alunos, em média, assistiam à Escola Dominical, divididos em 80 classes. A seguir a assistência subiu a 1000 e, às vezes, a 1500.
O êxito de Moody na Escola Dominical atraiu a atenção de outros que se interessavam pelo mesmo trabalho.De vez em quando era convidado a participar nas grandes convenções das Escolas Dominicais.
Certa vez, depois de Moody haver falado numa convenção, um orador censurou-o severamente por não saber dirigir-se a um auditório. Moody foi para a frente, e depois de explicar que reconhecia não ser instruído, agradeceu ao ministro por ter mostrado seus defeitos e pediu-lhe que orasse a Deus para que o ajudasse a fazer o melhor que pudesse.
Ao mesmo tempo que Moody se aplicava à Escola Dominical com tais resultados, esforçava-se, também, no comércio todos os dias. O grande alvo da sua vida era vir a ser um dos principais comerciantes do mundo, um multimilionário. Não tinha mais de 23 anos e já tinha ajuntado 7000 dólares! Mas seu Salvador tinha um plano ainda mais nobre para seu servo.
Certo dia, um dos professores da Escola Dominical entrou na sapataria onde Moody negociava. Informou-o de que estava tuberculoso e que, desenganado pelo médico, resolvera voltar para Nova Iorque e aguardar a morte. Confessou-se muito perturbado, não porque tinha de morrer, mas porque até então não conseguira levar ao Salvador nenhuma das moças da sua classe da Escola Dominical. Moody, profundamente comovido, sugeriu que visitassem juntos as moças em suas casas, uma por uma. Visitaram uma, o professor falou-lhe seriamente acerca da salvação da sua alma. A moça deixou seu espírito leviano e começou a chorar, entregando-se ao seu Salvador. Todas as outras moças que foram visitadas naquele dia fizeram o mesmo.
Passados dez dias, o professor foi novamente à sapataria. Com grande gozo informou a Moody que todas as moças se haviam entregado a Cristo. Resolveram então convidar todas para um culto de oração e despedida na véspera da partida do professor para Nova Iorque. Todos se ajoelharam e Moody, depois de fazer uma oração, estava para se levantar quando uma das moças começou, também, a orar. Todos oraram suplicando a Deus em favor do professor. Ao sair Moody suplicou: "Ó Deus, permite-me morrer antes de perder a bênção que recebi hoje aqui!"Moody, mais tarde, confessou:
"Eu não sabia o preço que tinha de pagar, como resultado de haver participado na evangelização individual das moças. Perdi todo jeito de negociar; não tinha mais interesse no comércio. Experimentara um outro mundo e não mais queria ganhar dinheiro... Oh! delícia, a de levar uma alma das trevas deste mundo à gloriosa luz e liberdade do Evangelho!"
Então, não muito depois de casar-se, com a idade de vinte e quatro anos, Moody deixou um bom emprego com o salário de cinco mil dólares por ano, um salário fabuloso naquele tempo, para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo, sem ter promessa de receber um único cêntimo. Depois de tomar essa resolução, apressou-se em ir à firma B. F. Jacobs & Cia., onde, muito comovido, anunciou: - "Já resolvi empregar todo o meu tempo no serviço de Deus!" -"Como vai manter-se?" - "Ora, Deus me suprirá de tudo, se Ele quiser que eu continue; e continuarei até ser obrigado a desistir."
É muito interessante notar o que ele escreveu não muito depois, a seu irmão Samuel: "Caro irmão: As horas mais alegres que já experimentei na terra foram as que passei na obra da Escola Dominical. Samuel, arranja uma classe de moços perdidos leva-os à Escola Dominical e pede a Deus sabedoria, e instrui-os no caminho da vida eterna!" Ao mesmo tempo em que Moody descrevia a sua alegria, foi obrigado a deixar a pensão, a alimentar-se mais simplesmente e a dormir num dos bancos do salão.
Comentário: Que cada um de nós possa sentir o mesmo amor pelos perdidos a ponto de nos dedicarmos a aprender e ensinar ao próximo, seja ele quem for, acerca do Gracioso Amor de Deus. Um homem simples de origem humilde disse sim ao Ide de Jesus. E que este plano de leitura anual possa ser uma ferramenta auxiliar na comunhão diária com Deus por meio das Suas Palavras de Vida.
Liberdade de expressão
É importante esclarecer que este jornal, em plena vigência do estado democrático de direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da constituição federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).
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JORNAL CASTELO FORTE 7º edição - Escola Bíblica - Retorno ao estudo e ensino das Escrituras Sagradas
Prefácio da Edição: A 6º edição teve seu objetivo em promover e estimular a leitura da bíblia como prática cotidiana assim como o evangelismo pessoal.
Nesta 7º edição mensal do Castelo Forte o alvo é resgatar a história da Escola Bíblica, contando fatos que envolveram o surgimento deste importante departamento de ensino nas igrejas e os impactos positivos na sociedade da época.
Falo também da Escola Bíblica dentro da Igreja do Evangelho Quadrangular (pois congrego na IEQ) e sou professor da Escola Bíblica. O que tenho visto lá é o mais puro exemplo de hipocrisia, pouca vergonha, falta de palavra e desrespeito por parte PRINCIPALMENTE DOS PASTORES para com aqueles que se dedicam ao santo ofício de ensinar as Sagradas Escrituras. São legítimos fariseus no que tange a dizerem e não fazerem aquilo que mandam os outros praticarem.
Reproduzo abaixo o jornal impresso com o conteúdo e fontes de consultas das quais foram adaptados parte dos textos e retirados as fotos.
Lembrando que este jornal é distribuido sem a autorização do pastor da igreja local, porém com o respaldo dos membros da igreja que são solidários a causa que me move a escrever acerca destes temas.
Da constituição federal deste país que nos garante liberdade de pensamento e expressão.
E sobretudo da Palavra de Deus que nos chama a ser luz no mundo e não trevas, nos impelindo a não nos conformarmos com este mundo e seu sistema decadente. Pois o que tem sido escondido debaixo do tapete ou do púlpito debaixo de muito perfume, maquiagem, festividades e metas de construção ja esta a cheirar mal e sendo precebido por todos. Vários irmãos tem sido esclarecidos acerca destas e outras coisas e assim podendo exercer a sua liberdade em Cristo de ficar numa igreja onde o pecado encontrou acolhida nos corações de pastores e e lideranças que deveriam ser padrão. Dispostos a combater o bom combate da fé pela purificação das obras mortas e pela edificação mútua em Cristo. Enquanto outros preferiram ir para outras igrejas em busca daquilo que lhes faltava.
Apesar de eu ser tido por vários pastores e alguns poucos irmãos como rebelde, instrumento de Satanás, continuo a exercer os ofícios que desempenho dentro da igreja, ou seja, por mais que se movimentem em oculto a tentar pressionar e manipular meus líderes para me privarem das atividades do ensino, a eles faltam os argumentos para que possam me desqualificar como servo de Deus. Restando a eles olhares tortos e cumprimentos falseados quando em público e ao desprezo, que é a forma mais sofisticada de ódio.
Meu amor por Cristo, e pelos irmãos que piedosamente desejam servir a Deus são forte motivo para que eu não deixe de congregar com os irmãos. Ainda que até pastor ja tenha tentado me calar a socos aos ser confrontados com suas hipocrisias.
Para cada pedra que lançarem contra mim as recolherei e edificarei um altar em testemunho a Verdade da palavra de Deus.
Boa reflexão a todos!!!
Editorial e opinião
Por José Nicodemos batista Sousa
Temos visto nos últimos tempos que a igreja evangélica brasileira tem sido assolada por diversos ventos de doutrinas (Ef 4:14). Tais ventos tem arrastado muitas pessoas para dentro das igrejas pelos motivos errados, tais como: Obtenção de riquezas, casa, carro, empresa e pela garantia de sucesso amoroso e não pela necessidade de sermos reconciliados com Deus e libertos do pecado.
Também temos visto que apesar do aumento do número de evangélicos segundo dados do IBGE, não são tão positivos; O número de pessoas decepcionadas que abandonam as igrejas e que como nômades vão de igreja em igreja na expectativa de ouvir um Evangelho que seja de fato “boas novas” e não “mentiras velhas com roupagem nova” tem crescido; temos aqueles que deixam de ser evangélicos e retornam ao catolicismo, ou aderem ao islamismo e seitas das mais diversas.
A ganância dos líderes religiosos tem sacrificado o rebanho por causa da busca pessoal por poder temporal (basta lembrar das recentes eleições), de poder econômico (realização de campanhas para se aumentar a arrecadação dos fiéis e de suas prebendas (salários)). Os escândalos na vida pessoal e familiar dos pastores tem criado uma geração de evangélicos que se mostram tolerantes a prática do pecado, afinal, se seus pastores, mentem, agridem, traem, são amantes da pornografia e fraudulentos, por que as ovelhas seriam diferentes de seus pastores?
Tal qual o mestre, os discípulos costumam ser. Basta examinar o histórico dos 40 reis de Israel e Judá. Se um rei era temente a Deus (apenas 6) e zeloso por Sua Palavra, o povo era temente; mas se o rei pecava contra a Palavra (os 34 restantes) e era praticante de idolatrias, o povo não demorava em desviar-se da Presença de Deus.
Evidentemente, que Deus nunca ficou sem testemunho. Se existem pastores corrompidos, também existem os que não se contaminaram, e se uma multidão de evangélicos vive de modo pior que descrentes, de certo que há um remanescente que não se dobrou a este mundo e nem se conformou com os erros e enganos desta vida e zela pela pregação do Evangelho.
É triste ouvir alguém dizendo a um recém convertido que chega à igreja coisas do tipo:
“... Não olhe para o homem, olhe apenas para Jesus...”.
Esta forma de prevenir a pessoa que adentra a igreja de “perigos” mostra que algo está muito errado dentro das igrejas. Deveríamos é dizer aos recém chegados:
“... Olhe para os homens e mulheres que tiveram suas vidas transformadas por Jesus, e assim vais ver Jesus nelas também e a sua vida também será transformada...”.
Esta falta de padrões tem como forte causa o pouco conhecimento acerca das Sagradas Escrituras (Os 4:6; Os 6:6). O povo segue caindo em simples laços do diabo. Pois se passa o tempo, mas não se aprende a ter a Bíblia em honra e respeito. O crente envelhece, mas não necessariamente amadurece (Hb 5:12).
Se o católico durante muito tempo foi desestimulado pelos padres da antiguidade a não lerem a bíblia, hoje os evangélicos não fazem questão de aprender a ler as Sagradas letras, graças a Deus pelas exceções.
Nesta edição, o foco será a ESCOLA BÌBLICA, importante setor dentro das igrejas protestantes ao longo da história. Mas que tem sido negligenciada e pouco valorizada, principalmente por pastores hipócritas que com seus lábios elogiam a EB e orientam a que todos participem, enquanto seus pés caminham para longe das salas de aula, em resumo, falam e não praticam, não sendo padrão dos fiéis.
Conheça um pouco da história da Escola bíblica no mundo e no Brasil, e de pessoas que se dedicaram a este ministério na Igreja do Evangelho Quadrangular.
Origem do Ensino Bíblico
As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.
O mundo deve a Robert Raikes (1735-1811), nascido em Gloucester, Inglaterra, batizado na Igreja Anglicana, a idéia e a fundação da primeira escola dominical no formato como a conhecemos.
Certo dia, procurando um jardineiro no bairro de Sooty Alley, ele encontrou um grupo de meninos maltrapilhos, brincando na rua. A esposa do jardineiro disse que, aos domingos, a situação era pior, pois as crianças que trabalhavam nas fábricas, de segunda a sábado, ficavam desocupadas, quase abandonadas aos domingos, passando o tempo brincando, brigando e aprendendo toda espécie de vícios.
Raikes constatou que estavam a um passo do mundo do crime. Ele, que já há quinze anos trabalhava entre os detentos das prisões da cidade, pensou no futuro daquelas crianças e decidiu fazer algo em seu favor, a fim de que mais tarde não fossem também parar na cadeia. E as prisões na época eram terríveis. Cheio de amor, resolveu estabelecer uma escola gratuita para esses meninos de rua. Para isso, contratou uma equipe de quatro senhoras para lecionar. Contou com o apoio do Rev. Thomas Stock, Ministro Anglicano. Logo havia cem crianças, de seis aos quatorze anos, nestas escolas dominicais.
A primeira escola tinha como objetivo principal alfabetizar e ministrar aulas de religião, com o propósito de reformar a sociedade, modificando-lhes o caráter através dos ensinamentos bíblicos. Procurava as crianças em plena rua e em casa dos pais e as conduzia ao local de reunião, fazendo-Ihes apelos para que todos os domingos estivessem ali reunidas.
A ED nasceu como um instituto bíblico infantil, operando de forma independente das igrejas, alfabetizando e ensinando Bíblia às crianças carentes. Raikes providenciou tudo para que as crianças viessem às aulas, inclusive roupas, banho e cabelos penteados.
Nas reuniões dominicais, além do ensino das Escrituras, era também ministrado às crianças rudimentos de linguagem, matemática e instrução moral e cívica. O ensino das Escrituras consistia quase sempre de leitura e recitação. Em seguida, teve início a prática de comentar os versículos lidos. Muito depois é que surgiu a revista da Escola Dominical, com lições seguidas e apropriadas.
Raikes divulgou suas idéia e os resultados em seu jornal, no dia 3 de novembro de 1783, data em que se comemora, na Inglaterra, o dia da Fundação da Escola Dominical. Esta experiência foi transcrita em outros jornais. Líderes religiosos tomaram conhecimento do movimento que se espalhava.
Em 1784, já havia 250 mil alunos matriculados. A taxa de criminalidade de Gloucester caiu, com o advento das escolas dominicais de Raikes, de forma que em 1792 não houve um só caso julgado pela comarca de Gloucester.
O trabalho de Raikes foi saudado com entusiasmo e, em breve, escolas dominicais já estavam sendo criadas em todo o Reino Unido e exportadas para os Estados Unidos.
Em sua gráfica, Raikes publicou o Sunday School Companion, livro com versículos bíblicos para leitura, que seria a primeira revista de EBD.
Foi assim o começo da Escola Dominical - o começo de um dos mais poderosos movimentos da história da Igreja. Ao fundar a primeira Escola Dominical em 20.07.1780, Raikes estabeleceu o seguinte:
Desenvolver inicialmente uma fase experimental de três anos de trabalho. Após isso, conforme os frutos produzidos, ele divulgaria ao mundo tudo sobre o trabalho em andamento.
Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe.
Nessa fase experimental (1780-1783), Raikes fundou 7 Escolas Dominicais somente em Glocelter, tendo cada uma 30 alunos em média. Os abençoados frutos do trabalho logo surgiram entre as crianças, refletindo isso profundamente nos próprios pais. Estava dando certo a experiência com a Palavra de Deus! O que pode fazer a fé em Deus e, o amor a Ele e ao próximo!
Foi no dia 3 de novembro de 1783 em que Raikes triunfalmente publicou em seu jornal a transformação ocorrida na vida de duas crianças. Até hoje, 03.11.1783 é considerado como o dia natalício da Escola Dominical.
Os benditos e abundantes resultados causaram tal impacto no modo de vida da sociedade, que um ano após (1784), Raikes era o homem mais popular da Inglaterra. No ano seguinte (1785) ele organizou a primeira União de Escolas Dominicais, em Glocelter.
Agora, as igrejas passaram a dar apoio ao trabalho de Raikes. A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças.
Antes de Raikes já havia reuniões similares de instrução bíblica, é evidente, mas foi ele quem, usado por Deus, popularizou e dinamizou o movimento. Na linguagem dos comerciantes, foi ele quem pôs a mercadoria na praça. Por sua vez, o atual sistema de escolas públicas gratuitas inspirou-se no movimento da Escola Dominical.
Após o fim do Século XIX, muitos outros países adotaram a Escola Dominical, sempre com excelentes resultados. A própria Inglaterra reconhece que foi preservada de movimentos políticos extremistas e radicais, como o da Revolução Francesa de 1789, graças ao despertamento espiritual através de Wesley e Whitefield, e a educação religiosa provida pela Escola Dominical.
Durante muito tempo, só crianças freqüentavam a Escola Dominical. Os adultos ingressaram depois.
A Escola Dominical é hoje um dos fatores de promoção do reino de Deus e dos destinos do mundo, através dos cidadãos nela formados.
Quem diria que um começo tão humilde como aquele de 1780, através do irmão Raikes, chegasse a tão elevado dividendo? Está escrito em Zacarias 4.10 "... Quem desprezará o dia das coisas pequenas?”.
Houve, no entanto, uma forte oposição ao movimento de Raikes, que era considerado por alguns líderes religiosos como um movimento diabólico, porque era à parte das Igrejas e era dirigido por leigos, isto é, pessoas que não tinham formação pedagógica.
Raikes enfrentou oposição. Várias Igrejas da época encararam o surgimento da Escola Dominical como uma inovação e coisa desnecessária. Os mais “zelosos” acusavam Raikes de "profanador do domingo". Diziam os seus oponentes que reuniões de crianças mal comportadas, no templo, era uma profanação.
Raikes não tomava conhecimento disso e a obra tomava vulto. O jornal do qual ele era redator foi uma coluna forte na defesa e apoio da nova instituição, publicando extensa série de artigos sob o título A ESCOLA DOMINICAL, reproduzidos nos jornais londrinos. Chegou-se a pedir que o Parlamento, em 1800, aprovasse um decreto para proibir o funcionamento de escolas dominicais. Achavam que este movimento levaria à desunião da Igreja e que profanava “o dia do Senhor”. Tal decreto nunca foi aprovado. Em 1802, Raikes se aposentou, e, em 1811, após um ataque de coração, veio a falecer.
Nessa época, quatrocentos mil alunos estavam matriculados nas diversas escolas dominicais britânicas. Nesse ano ocorreu a divisão em classes,
A Escola Bíblica Dominical no Brasil
Teve seu início entre nós em 19 de agosto de 1855 na cidade de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. O fundador foi o casal missionário, Robert e Sarah Kalley, da Igreja Congregacional.
Ele fora um médico ateu. Depois foi salvo sob circunstâncias especiais, e chamado por Deus, entregou-se à obra missionária. Na primeira reunião, na data acima, a freqüência foi de cinco crianças.
Lembremo-nos, a Escola Dominical nasceu como um movimento entre as crianças. Depois é que os adultos ingressaram.
Lembremo-nos ainda que a ordem de Jesus "Ide a toda criatura", inclui as crianças, que são pequenas criaturas.
A posição de Jesus quanto à criança, Ele deixou-a bem claro: "no meio", isto é, "no meio dos discípulos" (Mc 9.36), no meio, portanto da Igreja. Noutras palavras: no centro de sua atenção, interesse e cuidado. Enquanto Jesus fez assim, em inúmeras igrejas hoje a criança é ignorada ou fica por último. Aprendamos com Jesus. O plano divino no Antigo Testamento incluía também a criança (Dt 31:12 , Ne 12:43).
A ESCOLA BIBLICA QUADRANGULAR
A Escola Bíblica Dominical existe na Igreja do Evangelho Quadrangular desde a sua fundação, em 15 de novembro de 1951. Mas, talvez em razão do próprio nome, durante muito tempo a maioria dos freqüentadores era composta de crianças até doze anos de idade.
Foi uma jovem missionária, professora de uma faculdade do Sul da Califórnia, chamada Lucille Marie Jonhson enviada para auxiliar a igreja na área do ensino.Deixou sua família, seu país e o cargo que ocupava na faculdade em Los Angeles e veio para o Brasil no ano de 1959. Foi professora do ITQ, lecionando as matérias de Música e Regência, Doutrina do Espírito Santo, Vida Cristã e Organização e Administração da Escola Dominical.
Lucille foi uma grande incentivadora também da criação das Revistas Luz do Evangelho, publicadas pela editora Betânia, e de sua utilização em nossas escolas dominicais (naquela época não tínhamos nossas próprias revistas).
Como fora criada participando da Escola Dominical, Dona Marie (como era conhecida pelos brasileiros) sabia do seu valor na formação de cristãos com caráter forte, sabia também que não era somente a criança que necessitava ser ensinada, mas também os jovens e os adultos, e que para atingir esse objetivo seria preciso quebrar tabus e conceitos errados no meio do povo.
Esse era um trabalho para ser feito na direção e no poder do Espírito Santo. E com esta direção ela realizou ao longo dos anos outros trabalhos como: acampamentos para crianças, escolas bíblicas de férias, cruzadas infantis, corais e conjuntos na área do louvor. Era uma musicista, quer cantando ou tocando seu piano. No ano de 1973 organizou um coral jovem de 220 vozes na igreja sede, em São Paulo, denominado Batalhão Quadrangular.
Essa valorosa serva de Deus fez a diferença na EBD da Igreja do Evangelho Quadrangular. Sua dedicação seu amor ao ensino atraiu muitos fieis seguidores, que não apenas seguiram seus passos enquanto ela estava entre nós, mas que seguem fiéis até hoje a esta premissa de que devemos “ensinar palavra de Deus de maneira clara e pratica tanto para criança como ao jovem ou ao adulto, e que a Escola Dominical é a espinha dorsal da Igreja, pois é nela que se forma o caráter de cristãos fortes e convictos na palavra e na fé.
Foi só no ano de 1963 que se nomeou a primeira Coordenação Nacional, e esse cargo foi ocupado pela missionária Lucille Marie Jonhson e por ela exercido até agosto de 1974, quando o Senhor a recolheu, sendo sucedida pela pastora Edna Luiza Brandolis. Em 1977 foi nomeado o Pr. Gary Royer, missionário enviado ao Brasil pela igreja internacional, que aqui permaneceu ate 1979. Seu sucessor foi o Pr. César Augusto dos Santos foi o responsável por termos alcançado a meta de produzir e imprimir nossas próprias revistas da EBD.
A partir do ano 2000, com o novo estatuto, as Escolas Dominicais passaram a estar ligadas à Secretaria Geral de Educação.
CONCLUSÃO – Transcrevo abaixo parte da declaração de Fé da IEQ. Para lembrar a todos principalmente, aos pastores e líderes, que os fundamentos desta igreja, são sólidos, como a Palavra de Deus e que negligenciar a isto, será o mesmo que condenar (espiritualmente) a IEQ ao fim.
Encorajo a todos os professores e cooperadores da EBQ a prosseguirem e perseverarem na instrução e educação daqueles a quem Deus quer abençoar certo de que no Senhor o nosso trabalho não é em vão (I Co 15:58).
DECLARAÇÃO DE FÉ
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
Uma corporação Interdenominacional em espírito, evangélica na mensagem, internacional no projeto - composta pela união de fiéis que se congregam para a promoção da causa do evangelismo no mundo e, para a pregação do Evangelho Quadrangular do Reino: Jesus Salvador, Batizador, Médico e Rei que voltará.
AS SAGRADAS ESCRITURAS
Compilada por: AIMEE SEMPLE McPHERSON, fundadora da Igreja (Internacional) do Evangelho Quadrangular. Traduzido do original DECLARATION OF FAITH por Anísio S. Dametto - Curitiba - PR.
Cremos que a Bíblia Sagrada é a Palavra do Deus Vivo; Verdadeira, imutável, firme, inabalável, como seu autor, o Senhor Jeová; que foi escrita por santos homens do passado, conforme eram movidos pelo Espírito Santo e por Ele inspirados; que ela é uma lâmpada acesa para guiar os pés de um mundo perdido, desde as profundezas do pecado e tristeza até as elevações da honradez e da glória; um espelho claro que revela a face de um Salvador crucificado; uma linha de prumo a tornar reta a vida de cada indivíduo ou comunidade; uma afiada espada de dois gumes para convencer do pecado e maldade; um forte elo de amor e ternura para levar os arrependidos a Cristo Jesus; um bálsamo de Gilead, sob o sopro do Espírito Santo, que pode curar e vivificar todo o coração desfalecente; único sustentáculo verdadeiro da comunhão e unidades cristãs. Apelo de amor de um Deus infinitamente amantíssimo; advertência solene, trovejar distante da tempestade e da ira e retribuição que cairá sobre os desatentos; uma seta apontada para o céu; um sinal de perigo que adverte quanto ao inferno; o divino, supremo e eterno tribunal por cujos padrões todos os homens, nações, credos e argumentos serão julgados.
Fontes consultadas:
Marcadores: Jornal Castelo Forte Postado por NICODEMOS
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LIBERDADE DE EXPRESSÃO
É IMPORTANTE ESCLARECER QUE ESTE BLOG, EM PLENA VIGÊNCIA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, EXERCITA-SE DAS PRERROGATIVAS CONSTANTES DOS INCISOS IV E IX, DO ARTIGO 5º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
RELEMBRANDO OS REFERIDOS TEXTOS CONSTITUCIONAIS, VERIFICA-SE:
“É LIVRE A MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, SENDO VEDADO O ANONIMATO" (INCISO IV) E "É LIVRE A EXPRESSÃO DA ATIVIDADE INTELECTUAL, ARTÍSTICA, CIENTÍFICA E DE COMUNICAÇÃO, INDEPENDENTEMENTE DE CENSURA OU LICENÇA" (INCISO IX).
ALÉM DISSO, CABE SALIENTAR QUE A PROTEÇÃO LEGAL DE NOSSO TRABALHO TAMBÉM SE CONSTATA NA ANÁLISE MAIS ACURADA DO INCISO VI, DO MESMO ARTIGO EM COMENTO, QUANDO SENTENCIA QUE "É INVIOLÁVEL A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA".
TENDO SIDO EXPLICITADA, FAZ-SE NECESSÁRIO, AINDA, ESCLARECER QUE AS MENÇÕES, AFERIÇÕES, OU ATÉ MESMO AS APARENTES CRÍTICAS QUE, PORVENTURA, SE FAÇAM A RESPEITO DE DOUTRINAS DAS MAIS DIVERSAS CRENÇAS, SITUAM-SE E ESTÃO ADSTRITAS TÃO SOMENTE AO CAMPO DA "ARGUMENTAÇÃO", OU SEJA, SÃO ABORDAGENS QUE SE LIMITAM PURAMENTE ÀS QUESTÕES TEOLÓGICAS E DOUTRINÁRIAS. ASSIM SENDO, NÃO HÁ QUE SE FALAR EM DIFAMAÇÃO, CRIME CONTRA A HONRA DE QUEM QUER QUE SEJA, RESSALTANDO-SE, INCLUSIVE, QUE TAIS DISCUSSÕES NÃO ESTÃO VOLTADAS PARA A PESSOA, MAS PARA IDÉIAS E DOUTRINAS.
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ALÉM DISSO, CABE SALIENTAR QUE A PROTEÇÃO LEGAL DE NOSSO TRABALHO TAMBÉM SE CONSTATA NA ANÁLISE MAIS ACURADA DO INCISO VI, DO MESMO ARTIGO EM COMENTO, QUANDO SENTENCIA QUE "É INVIOLÁVEL A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA".
TENDO SIDO EXPLICITADA, FAZ-SE NECESSÁRIO, AINDA, ESCLARECER QUE AS MENÇÕES, AFERIÇÕES, OU ATÉ MESMO AS APARENTES CRÍTICAS QUE, PORVENTURA, SE FAÇAM A RESPEITO DE DOUTRINAS DAS MAIS DIVERSAS CRENÇAS, SITUAM-SE E ESTÃO ADSTRITAS TÃO SOMENTE AO CAMPO DA "ARGUMENTAÇÃO", OU SEJA, SÃO ABORDAGENS QUE SE LIMITAM PURAMENTE ÀS QUESTÕES TEOLÓGICAS E DOUTRINÁRIAS. ASSIM SENDO, NÃO HÁ QUE SE FALAR EM DIFAMAÇÃO, CRIME CONTRA A HONRA DE QUEM QUER QUE SEJA, RESSALTANDO-SE, INCLUSIVE, QUE TAIS DISCUSSÕES NÃO ESTÃO VOLTADAS PARA A PESSOA, MAS PARA IDÉIAS E DOUTRINAS.




